Hoje (24), a Igreja celebra uma das mais antigas solenidades cristãs: a Natividade de São João Batista. Considerado um elo entre o Antigo e o Novo Testamento, João Batista é o único santo, além de Jesus e da Virgem Maria, cujo a Igreja celebra tanto o nascimento quanto a morte. Seu martírio é celebrado no dia 29 de agosto.
Sua concepção é narrada no Evangelho de Lucas (Lc 1, 13-19): “Ele ficará pleno do Espírito Santo desde o ventre materno e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus”. Esta profecia se cumpre quando Maria, grávida de Jesus, visita sua prima Isabel, que estava no sexto mês de gestação: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre…” (Lc 1, 41–45).
Com palavras firmes, João Batista pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do Messias prometido, enquanto testemunhava: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitarei o caminho do Senhor. (Jo 1,23)”
Deus designou a maior missão de João Batista, batizar o próprio Messias. Ao batizar Jesus, João Batista o anunciou para o povo dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo… Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo”.
João Batista foi preso por Herodes, pois denunciava sua união com Herodíades como errada, já que ela era esposa do irmão de Herodes. Durante o encarceramento, Herodíades, aproveitando uma oportunidade, pediu a cabeça de João Batista em um prato, e assim foi feito.
Hoje, João Batista é comemorado com muitas festividades por todo o país, as tradicionais festas juninas que representam a alegria da devoção católica. A fogueira é acesa como sinal da luz de João Batista.
O Papa Francisco nos convida a seguir o humilde testemunho de João Batista: “Hoje celebramos a Solenidade da Natividade de São João Batista. Imitemos o humilde testemunho daquele que indicou o Cordeiro de Deus”.
João Batista, pregador da penitência, rogai por nós.